No vale de Nis, a agourenta lua minguante brilha delgada, abrindo caminho para sua luz com chifres débeis pela folhagem letal da grande árvore-veneno. E nas profundezas do vale, onde nenhuma luz toca, pululam formas jamais dignas de contemplação. Grosseiras as forragens em cada encosta, onde videiras malignas e vegetais rasteiros rastejam pelas pedras de palácios arruinados, intimamente entrelaçadas em colunas quebradas e monolitos estranhos, espalhando-se por pavimentos marmóreos confeccionados por mãos já apagadas. E em árvores que crescem gigantes em átrios arruinados saltitam pequenos símios, enquanto de sepulcros profundos abastados de tesouros contorcem-se serpentes venenosas e coisas escamosas sem nome. Vastas as pedras que hibernam sob mortalhas de musgo úmido, e grandiosas as muralhas donde caíram. Para a eternidade seus construtores as eregiam, e ainda hoje servem nobremente, pois abaixo ainda habita o sapo cinza. No fundo do vale jaz o rio Fremem, cujas águas vi...